Somos todos, menos nós

Por Joab Ricardo (Lobo)
Jornalista

 Quando alguém (celebridade), é ofendido (a), essa onda toma conta das redes sociais aí vem: SOMOS TODOS MAJU, SOMOS TODOS NEYMAR, SOMOS TODOS CHARLIE HEBDO (aí já é um jornal), somos exatamente tudo que vai nos colocar na ponta da lança da mídia, na verdade, somos todos EGOS INFLAMADOS. 

Obviamente que devemos ter empatia com todos, sejam famosos ou não, mas, na realidade o carrossel não gira no sentido da coerência.

Vivemos em uma sociedade de falsas empatias, de heróis às avessas, de valores congelados no obscurantismo, de certezas mórbidas de um mundo cambaleante por pragas que nós mesmos criamos.

Sabe aquele lance de se colocar no lugar do outro? De se identificar com a outra pessoa? Pois é, isso é EMPATIA.” 

Somos o mais puro reflexo que, sim, podemos regredir no tempo, quanto mais evoluções tecnológicas, mais o homem se afasta daquilo que pulsa. O mundo que tanto celebrou o virtual hoje está confinado e sem ter o calor humano, descobrindo a duras penas que, é bem melhor o abraço real, o aperto de mão, o contato com quem amamos.

Voltando a empatia, quando seremos todos os nossos vizinhos que passam necessidades? Quando seremos todos os comerciantes que, conhecemos a tanto tempo e que hoje não podem sustentar a sua família? Quando seremos todos aqueles conhecidos que estão hospitalizados querendo simplesmente uma palavra de conforto? POR ENQUANTO, SOMOS TODOS, MENOS NÓS!

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