POR QUE FATIVAN ALVES ESTÁ SENDO DURAMENTE ATACADA NAS REDES SOCIAIS?

A HORA DA VERDADE: Como vai se comportar a vereadora se realmente houver uma nova sessão como está sendo ventilado nos bastidores de Parnamirim?

 Oito cabeças, oito histórias de vida. Oito vereadores que se abstiveram de votar pela cassação do mandato do vereador afastado pela justiça Diogo Rodrigues (PSD), estão sendo duramente criticados pela população e especialmente nas redes sociais pelos internautas que se interessam pelo debate político do município.

Mas a pergunta é: será Fativan o ator principal nesse teatro político?

Porque Fativan está sendo considerada uma decepção nessa votação polêmica? O que poderá acontecer para que Fativan mude de ideia e vote pela cassação? Se ela estava ‘fechada” com alguma manobra ou atendendo interesses do prefeito como foi ventilado, porque não votou então contra a cassação?

A vereadora estava convicta de que seu posicionamento contra ou a favor da cassação foi justo não para os outros, mas para a sua consciência, diz que queria dormir tranquila, sabia que sua abstenção implicaria risco de desgaste ou crescimento político para seu mandato, fora isso, o que poderia comprometer a sua imagem perante à opinião pública se ficasse “em cima do muro”? Que crime ela cometeu se não estava julgando o processo criminal de Diogo, do qual ela repudia e quer justiça?

É simples! O entendimento da vereadora é de que foram feitas várias denúncias pela comissão processante e que além do acesso limitado ao processo por estar sob um rigoroso segredo de justiça, o relator do processo, não apresentou as provas que comprovasse que no período em que Diogo estava exercendo o mandato de vereador (3 meses e meio), se realmente quebrou o decoro parlamentar. Sua posição é seguida pela maioria dos edis que também se abstiveram. Houveram muitas perguntas sem respostas que aumentaram as dúvidas, mas isso não inocentou Diogo dos crimes no processo criminal. Isso é fato!

Apesar de toda polêmica, acredita-se que o comportamento sereno e pacifico da vereadora Fativan, que foi a primeira a se pronunciar pela imprensa, lhe trouxe de volta o crédito popular lhe a elegeu duas vezes estando na oposição, e se houver um fato novo como está sendo cogitado sobre o caso Diogo e as irregularidades do relatório, pode vir a provocar uma mudança no julgamento popular sobre a vereadora que desde o seu primeiro mandato (2016-2020), manteve-se na oposição ao governo do prefeito Taveira cobrando melhorias para a população.

NOVO POSICIONAMENTO

Em tempos de corrupção, quando o medo do invisível e, pior, do futuro de políticos criminosos, está presente nos olhares e nos gestos de reprovação pela sociedade, é importante manter a coerência e assumir responsabilidades. A vereadora Fativan, assim como outros vereadores, encontrou nas redes sociais um mecanismo eficiente de levar palavras de esperança para a comunidade e apresentar suas ações a favor da sociedade de um modo geral.


Através de “lives” e outras postagens, alguns vereadores têm procurado contribuir levando informações sobre os principais problemas sociais, promovendo e compartilhando campanhas de mobilização para ajudar as pessoas mais necessitadas, denunciar problemas, promover o esporte, a cultura, enfim.

Aliadas a esse tipo de ações, contudo, Fativan também pode liderar um movimento para propor, através do qual pretende mostrar sua conduta ilibada, apesar da crise de identidade que essa cassação provocou, uma nova sessão ou até mesmo a criação de uma CPI para investigar a primeira dama, afinal ela está envolvida na operação “Fura Fila” e está ocupando uma importante secretaria na gestão do seu esposo que até pouco tempo atrás mantinha forte relação de amizade com Diogo Rodrigues. Ou será que ainda mantém?

Aí saberemos quem estará do lado da verdade. Quem será contra a instalação de uma CPI para investigar a toda poderosa primeira-dama?

A manifestação de se abster contra a cassação do mandato do vereador Diogo Rodrigues, abriu um precedente: se houver uma nova sessão e o relatório for apresentado de maneira mais robusta, transparente e com provas formais de que o vereador no exercício do mandato (cerca de 3 meses e meio apenas), quebrou o decoro parlamentar, como será o posicionamento da vereadora Fativan?

A sua abstenção, provou na verdade, que se criou um constrangimento entre ela e o prefeito e os colegas vereadores, pois na cidade seu nome hoje é o mais comentado. Será que se ela não tivesse credibilidade teria essa repercussão toda? Por que essa perseguição se foram 8 abstenções? Será que Fativan Alves está muito forte politicamente e está causando “inveja”?

Diante das manifestações “em off”, depois da sessão de alguns vereadores quanto à maneira que pretendiam votar no processo de cassação – cuja fundamentação é o período em que Diogo estava exercendo o mandato e não sobre o processo criminal, já acusado pelo MP – não seria o caso de o Legislativo promover de maneira consensiosa também esse processo da dúvida sobre a leitura do relatório? Pouparia trabalho, tempo e dinheiro de defesa e de acusação.

Hoje a Câmara Municipal de Parnamirim é uma panela de pressão no fogo, sem água e tampada sob risco de explodir. Ainda não explodiu porque tem alguém atuando como bombeiro. Até quando ninguém sabe? Pegar Fativan pra Cristo acho que não foi um bom negócio, Fativan está intacta, em casa, comendo pipoca com seus netinhos. O alvo é outro…

Por Genilson Souto – Jornalista.

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