Juventude na Política: conheça a história de Patrícia Santiago, candidata a Deputada Federal pelo PCdoB

Por Marcos Neruber

Patrícia Santiago tem 27 anos e é natural de Carnaubais, interior do Rio Grande do Norte. É filha de pais analfabetos, irmã mais velha de 13 irmãos. Esse ano ela é uma das apostas da força jovem como candidata a Deputada Federal pelo PCdoB.

“Sou Cientista Social formada pela UFRN e fui a primeira da família a ingressar no ensino superior através das cotas. Sou militante dos movimentos sociais desde os 16 anos, estive à frente das principais lutas em defesa dos direitos da juventude do nosso Estado como diretora regional da União Nacional dos Estudantes (UNE) e mais recentemente, como Subcoordenadora ocupando um cargo na Subsecretaria de Juventude no atual Governo de Fátima Bezerra, onde atuei também como Vice-presidente do Conselho Estadual de Juventude” comenta.

A jovem de apenas 27 anos sempre esteve a frente dos movimentos sociais e conta que o fazer pelo outro foi um dos grandes motivos para ela representar o povo em Brasília nas eleições desse ano.

“Sempre me coloquei à disposição das tarefas do meu partido de acordo com o desafio de cada momento. Por isso, fui candidata a vereadora em 2016 em Carnaubais, fui candidata a Deputada Federal em 2018 e agora em 2022 me coloquei novamente à disposição por acreditar que o momento político exige de nós essa coragem e ousadia. Temos um cenário de carência de representação política de pessoas de origem popular, como eu. Além disso, também temos um cenário onde encontramos entre as mulheres, a juventude e a população negra e pobre a maior rejeição à Bolsonaro e acredito que nossa candidatura dialoga diretamente com esses segmentos. Então, nos colocamos nessa disputa como uma novidade e como uma das porta vozes desses segmentos” conta.

A base de campanha de Patrícia é bem sólida e amplamente voltada para as classes sociais menos privilegiadas e para as minorias.”As nossas principais pautas são a defesa e a luta pelos direitos da juventude; a pauta da educação, sobretudo de defesa da universidade, pois iniciei minha trajetória no movimento estudantil; a pauta das mulheres, sobretudo das mulheres negras e os direitos da população negra como um todo. Assim também como, a pauta do esporte e lazer e da cultura” diz.

No caminho da eleição, a candidata do PCdoB já tem seus planos para colocar em ação caso seja eleita em Outubro. “Contribuir com a construção e implementação de políticas públicas que sejam efetivas e que cheguem de fato na ponta, atendendo as necessidades e garantindo os direitos básicos desses segmentos que já mencionei, que nortearão as principais pautas que defendemos. Também desejo implementar uma agenda concreta de efetivação dos direitos da juventude, a exemplo da defesa de construção de um plano nacional de juventude” acrescenta.

A questão que todo mundo se pergunta e que para Patrícia a resposta é certeira, o porque se candidatar, ela diz “Desde que comecei a militar nos movimentos sociais, entendi que a saída para os problemas que nós enfrentamos é pela política. Então, foi a luta e a militância política que me deu perspectiva e entendi que assim como minha vida foi transformada através disso, a vida de outras pessoas também podia ser transformada. Então, se candidatar nesse cenário é muito nesse sentido, de se colocar como uma alternativa e ajudar na qualificação do debate político do nosso estado, que está estagnado a algum tempo, muito por conta de termos sempre as mesmas pessoas com os mesmos sobrenomes ocupando a cena política por aqui” conclui.

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