Estatal que foi comandada por Rogério Marinho fechou contrato de R$ 61 milhões com diarista de 21 anos

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou um contrato suspeito e com risco de sobrepreço assinado entre a Companhia de Desenvolvimentos dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e a empresa Imperiogn Comércio de Máquinas, Equipamentos e Serviços, registrada há dois anos em nome de Ana Luiza Cassiano Batista, de 21 anos.Uma reportagem publicada, nesta sexta (19), na versão impressa do jornal O Globo, aponta que a empresa da jovem concorreu em 49 licitações do governo federal e fechou contrato com os ministérios da Defesa, Saúde, Educação e do Desenvolvimento Regional, ao qual a Codevasf é vinculada.

A estatal foi comandada pelo potiguar Rogério Marinho (PL) até março deste ano, quando o ex-ministro deixou o cargo para concorrer às eleições.

No contrato assinado em março deste ano e que previa a compra de 325 tratores ao custo total de R$ 61,7 milhões de reais, os técnicos da CGU identificaram um superfaturamento de, pelo menos, R$ 11,8 milhões.

Procurada pelo jornal carioca, a Codevasf negou irregularidades no contrato e afirmou que ainda não fez pagamentos à empresa, mas reservou R$ 13,7 milhões para isso.Até agora, a empresa da jovem recebeu R$ 6,9 milhões do governo federal.

Na época da licitação, enquanto a Imperiogn estipulou o valor de cada trator em R$ 190 mil, a própria Codevasf havia feito compras do mesmo equipamento por preços que variavam entre R$ 93 mil e R$ 115 mil.

Ao Globo, o atual gerente comercial da Codevasf, Vanderson de Souza, afirmou que o preço pago à empresa da jovem está abaixo do valor de mercado e que as empresas têm dificuldade em fornecer os equipamentos no valor estipulado em contrato por causa da inflação.

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