Bolsonaro critica Lula em Natal: “Não tem mais espaço para ladrão em nosso país”

O comício do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, em Natal, reuniu cerca de 40 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar do RN, na avenida Paraíba, no bairro da Cidade da Esperança, Zona Oeste da capital. O encontro foi uma das partes da agenda que o presidente cumpriu ontem na cidade, onde ele chegou por volta das 15h30 e saiu em ‘motociata’ com apoiadores que o aguardavam em frente à Base Aérea de Natal. 

No comício, o presidente esteve acompanhado das principais lideranças políticas da direita no Rio Grande do Norte, entre eles, o ministro Fábio Faria (PL), o ex-ministro e candidato a senador Rogério Marinho (PL), deputados federais, como General Girão (PL) e João Maia (PL). Mas além da base do seu próprio partido, Bolsonaro teve ao seu lado políticos que não costumavam aparecer no palanque dele, como o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), o primeiro a discursar aos presentes, e o candidato a governador Fábio Dantas (SDD), recém-chegado ao bolsonarismo, e que também teve a oportunidade de discursar, sendo apresentado como “o governador de Bolsonaro”. 

O número de oradores nesta tarde-noite em Natal foi menor do que o de costume. Além de Álvaro Dias e Fábio Dantas, apenas Rogério Marinho e Bolsonaro tiveram a oportunidade de usar o microfone. 

O presidente citou os potiguares que o auxiliaram durante o seu governo, Fábio Faria e Rogério Marinho, a quem atribuiu, respectivamente, a chegada da internet nas escolas e a conclusão das obras da transposição do rio São Francisco. 

Enquanto falava sobre os feitos de Marinho, o chefe do Executivo começou as críticas aos governos do PT.

“Ele – Rogério Marinho -, por ser da região, sabedor do sacrifício e do sofrimento desse povo, hoje se orgulha de ser o homem que concluiu essa grande obra. Uma obra que era para ter sido concluída há dez anos, lá em 2012, mas quem estava administrando essa obra pensava apenas em desviar dinheiro e não água para o seu povo”, disse Jair Bolsonaro e logo após foi interrompido por gritos de “fora PT” vindos do povo que o assistia. 

A partir daí as críticas aos adversários se intensificaram, especialmente a Lula, que hoje é o seu principal adversário na disputa pelo Planalto. 

“Somente na Petrobras, os governos Lula e Dilma endividaram a empresa em 900 bilhões de reais. Esse montante daria para fazer 60 vezes a transposição do rio São Francisco”, declarou o presidente que em seguida completou: “alguns falam que eu falo palavrão, mas eu não sou ladrão. O Brasil não merece o cara que há pouco saiu da cadeia e quer agora, com o seu vice, voltar à cena do crime. Não tem mais espaço para ladrão em nosso país”. 

Bolsonaro falou ainda de algumas de suas bandeiras conservadoras, lembrando aos presentes que não defende “liberação das drogas no Brasil”, “não queremos ideologia de gênero na escola”. “Nós queremos uma família unida. Uma família onde eduque seus filhos, e na escola ele vai atrás de ser alfabetizado”, disse o presidente Jair Bolsonaro. 

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