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Um senhor de 134 anos: entenda como o Cajueiro de Pirangi se tornou a maior árvore do tipo no mundo

Aniversário é comemorado nesta terça-feira (20) na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, na Grande Natal.

Por Igor Jácome, g1 RN

20/12/2022 07h33  Atualizado há uma semana


Cajueiro de Pirangi, o maior cajueiro do mundo, em Parnamirim, na Grande Natal. — Foto: Idema/Divulgação

Cajueiro de Pirangi, o maior cajueiro do mundo, em Parnamirim, na Grande Natal. — Foto: Idema/Divulgação

Considerado o maior cajueiro do mundo, o Cajueiro de Pirangi, recebe uma comemoração de 134 anos nesta terça-feira (20), no município de Parnamirim, região metropolitana de Natal.

Uma das principais atrações turísticas do litoral potiguar, na praia de Pirangi, a árvore tem a idade estimada com base em antigos relatos da população local. A tradição oral aponta que o cajueiro foi plantado em dezembro de 1888 por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira.

Embora a datação precisa da planta não tenha sido feita, a ciência já explica como uma única árvore conseguiu se estender por 9.154 metros quadrados de área, virando o habitat de diferentes espécies de animais.

“O que aconteceu com esse cajueiro foi o processo de mergulhia. Ao invés de crescer verticalmente, os galhos cresceram para o lado e acabaram tocando no chão. Com isso, esses galhos também foram criando novas raízes e dando origem a outros galhos. Apesar dessas novas raízes, o caule e a raiz principal seguem vivos e são os responsáveis pela vida da planta”, explica a gestora do cajueiro, Marígia Madje, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte.

Enquanto um cajueiro vive em média 50 anos, o “senhor centenário” continua frutificando e servindo de abrigo para animais como lagartos, timbus, aves migratórias, abelhas gigantes, formigas, entre outras espécies.

A safra começa em novembro e segue até janeiro, embora em algumas ocasiões ainda seja possível encontrar frutos até o mês de março. Em 2021, foram colhidos cerca de 15 mil cajus.

Caule principal do Cajueiro de Pirangi, considerado o maior cajueiro do mundo.  — Foto: Samuel Medeiros

Caule principal do Cajueiro de Pirangi, considerado o maior cajueiro do mundo. — Foto: Samuel Medeiros

Registros de quase 70 anos já mostravam moradores da região aproveitando a sombra da árvore. Na época, ele era conhecido como “o polvo”. Em 1994, então com 8,5 mil metros quadrados, o Cajueiro de Pirangi foi reconhecido pelo Guiness Book como o maior cajueiro do mundo. Atualmente, ele recebe cerca de 300 mil visitantes por ano.

A árvore segue crescendo e gerando uma preocupação: os galhos se aproximam cada vez mais de residências e de uma avenida praia de Pirangi. Com isso, as autoridades ainda discutem se devem ou não podar o cajueiro.

“Por enquanto, é feita somente a limpeza de manutenção, tirando galhos secos, por exemplo”, diz a gestora.

Aniversário

Uma programação cultural foi montada para a manhã desta terça-feira (20), com apresentações musicais. Durante todo o dia, a entrada será gratuita.

Das 9h às 11h, as apresentações culturais serão do grupo Tambores Peregrinos, da Escola Estadual Peregrino Júnior, do bairro Potengi, e a Fanfarra da Escola Estadual Maria Araújo, localizada em Pium.

Logo após as apresentações musicais, será entregue a Comenda “Amigo do Cajueiro”, em agradecimento ao apoio de personalidades ao longo dos anos. Ainda haverá o momento para os parabéns, com direito a bolo.

O Cajueiro de Pirangi é aberto todos os dias da semana, das 7h30 às 17h30. A entrada normalmente custa R$ 8 (será gratuita nesta terça, 20).

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